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CEO da Editora AMO, jornalista e especialista em unir pessoas através de boas histórias. Com mais de uma década de experiência no mercado, o seu verdadeiro propósito é criar conexões humanas autênticas que geram inovação, pontes e parcerias duradouras.
Em entrevista ao AMO Conexões por Patrícia Magalhães, Gegê Magalhães fala sobre turismo, pertencimento, Centro Histórico, economia criativa e o novo momento de Salvador.
Salvador vive um novo ciclo. Mais do que números recordes no turismo, a cidade passou a ocupar novamente espaço estratégico nas agendas nacionais e internacionais do setor. E nos bastidores desse movimento, um nome ganhou protagonismo: Gegê Magalhães.
Diretor de Turismo de Salvador, Gegê participou diretamente do reposicionamento da capital baiana nos últimos anos, apostando em cultura, ancestralidade, experiência urbana e fortalecimento da identidade local como motores econômicos. Em entrevista ao AMO Conexões por Patrícia Magalhães, ele fala sobre sua trajetória, o amor pela cidade, os desafios do turismo contemporâneo, a revitalização do Centro Histórico e o futuro de Salvador no cenário global.
Gegê Magalhães: Nasceu de uma relação muito verdadeira que tenho com Salvador. Eu sempre enxerguei essa cidade além da beleza natural. Salvador é sentimento, memória, pertencimento. O coração virou um símbolo exatamente porque traduz essa conexão afetiva que as pessoas têm com a cidade. E quando você entende isso, percebe que emoção também movimenta economia, turismo, cultura e desenvolvimento.
Gegê Magalhães: Sem dúvida. Durante muito tempo, Salvador foi promovida apenas pelo cartão-postal. E claro que temos uma beleza única. Mas hoje o turista busca experiência, identidade, autenticidade. Salvador tem ancestralidade, música, gastronomia, fé, diversidade, cultura popular viva. A cidade passou a entender que sua maior riqueza sempre foi sua essência.
Gegê Magalhães: Sim. Em 2025, Salvador alcançou 9,7 milhões de turistas e movimentou R$ 21,5 bilhões na economia. Tivemos crescimento da ocupação hoteleira, aumento de passageiros internacionais e fortalecimento da presença global da cidade. Mas, para mim, mais importante do que os números é perceber que Salvador voltou a disputar mercado de forma profissional, estratégica e competitiva.
“O coração virou um símbolo porque traduz essa conexão afetiva. E quando você entende isso, percebe que emoção também movimenta economia, turismo e desenvolvimento.”
Gegê Magalhães: Muito antes. Ainda muito jovem eu já vivia o universo da produção cultural, dos eventos e da articulação social. Conviver com artistas, produtores e grandes movimentos culturais me ensinou algo muito importante: cidades que transformam cultura em experiência conseguem transformar identidade em desenvolvimento econômico.
Gegê Magalhães: Porque o Centro Histórico é alma. Salvador nasceu ali. E quando assumimos o trabalho no Centro, existia uma preocupação muito grande em devolver vida para aquele território. Não apenas restaurar prédios, mas estimular ocupação cultural, circulação de pessoas, economia criativa e pertencimento. Centro Histórico não pode ser cenário vazio. Precisa pulsar.
Gegê Magalhães: Acredito que vive um momento muito importante de reconstrução da autoestima turística. Salvador voltou a ser observada internacionalmente. Participamos de feiras globais, ampliamos relações com operadoras e companhias aéreas, fortalecemos a conectividade internacional e começamos a apresentar Salvador de forma muito mais estruturada ao mundo.
“O Centro Histórico é a nossa alma. Salvador nasceu ali. Prédios históricos não podem ser cenários vazios; o território precisa pulsar através de cultura e pertencimento.”
Gegê Magalhães: Totalmente. Hoje falamos de economia criativa, geração de emprego, fortalecimento cultural, urbanismo, mobilidade, ocupação inteligente dos espaços urbanos. O turismo movimenta uma cadeia gigantesca. E Salvador possui um diferencial muito poderoso: autenticidade. O mundo busca exatamente isso hoje.
Gegê Magalhães: Afroturismo, turismo religioso, turismo náutico, turismo de experiência, turismo LGBT, turismo de negócios e eventos. Salvador possui vocação natural para muitos mercados. Nossa missão é transformar potencial em permanência média maior, geração de receita e desenvolvimento sustentável para a cidade.
Gegê Magalhães: Completamente. Uma cidade só consegue encantar quem vem de fora quando quem mora nela também sente orgulho de pertencer. O turismo começa no morador. Quando o soteropolitano ocupa os espaços, vive a cidade, valoriza sua cultura e sua história, isso naturalmente se transforma em experiência para quem visita Salvador.
Gegê Magalhães: Foi uma experiência muito importante. Receber quase 6 mil votos mostrou que existe uma conexão verdadeira construída ao longo da trajetória. Mas independentemente de cargo ou eleição, continuo acreditando no trabalho, na presença e na construção coletiva da cidade.
Gegê Magalhães: Uma Salvador ainda mais viva, ocupada, segura, conectada com sua ancestralidade e preparada para o futuro. Uma cidade que consiga crescer economicamente sem perder sua essência. Salvador não precisa copiar ninguém para ser global. Ela só precisa continuar sendo profundamente ela mesma.
Gegê Magalhães: O coração. Sempre. Porque Salvador não é uma cidade que apenas se visita. Salvador é uma cidade que se sente.
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